quinta-feira, março 16, 2006

"Maluf é recebido, professor é reprimido!"


Professoras da rede municipal de ensino estão para fazer o que será a primeira greve da categoria da história de Osasco. Ontem, dia 16 de março, mais de duzentas delas fecharam a entrada principal do Paço Municipal numa tentativa frustada de tentarem acordo com a secretária de Educação, Mazé Favarão. Numa carta aberta com 15 reivindicações, elas exigem principalmente o pagamento imediato da verba do Fundef e da diferença de 35% relativo ao reajuste salarial a cargos de confiança, mas também querem "melhores condições de educação, garantia dos direitos da criança, respeito e igualdade"... etc.
Porta-voz do prefeito, o assessor especial do gabinete Valdir Roque trouxe uma notícia que acirrou ainda mais os ânimos das professoras: "Vocês serão atendidas só na Secretaria da Educação"... Inconfrmado, um professor insistiu em falar com Emidio e ouviu o seguinte: "Tá alterado, vá pescar... o prefeito não é obrigado a atender ninguém... O assunto é com a Mazé... Se ele quiser atender é problema dele". E foi embora, encerrando o diálogo. Em resposta, as professoras fecharam as duas pistas da avenida Bussocaba e dispararam o apitaço.
Também a presidente da Apos (Associação de Professores de Osasco), Maria Cristina de Oliveira Monteiro, improvisou uma assembléia na frente do Paço. Decisão: as professoras não vão arredar pé enquanto suas reivindicações não forem atendidas. Prometem realizar a primeira greve da rede muncipal de Osasco.

Por ironia do destino, o que mais irritou as professoras foi a visita inesperada de Paulo Maluf ao prefeito Emidio, atendido imediatamente. Não deu outra, o refrão surgiu na hora: "Maluf é recebido, professor é reprimido!". Elas não esqueceram aquela infeliz frase do ex-prefeito de SP: "Professoras não ganham mal... elas são é mal casadas".

Um comentário:

Renato Ferreira - MTb 22273 - São Paulo - disse...

Queridos amigos do Veracidade

Como jornalista efetivo da Prefeitura de Osasco e, portanto, comprometido não com as cores políticas que eventualmente estão na administração e, sim, com o gestor público sério que visa o bem comum da coletividade, acompanho com estranheza essas manifestações das professoras.
Acho que elas têm todo o direito de reivindicar - direito que nenhum partido político poderá tirar delas e, muito menos o PT - só gostaria de pedir às queridas professoras que o direito delas vai até aonde começa o de outros munícipes que precisam transitar no entorno da Prefeitura e até estacionar seus veículos.
Acho também que o diálogo entre professoras e autoridades municipais seria o melhor caminho para evitar todos esses transtornos.
Quanto à visita de Maluf e o não atendimento às professores naquele dia, a própria população, não somente de Osasco, mas do Brasil, pode julgar melhor, principalmente se analisar as relações históricas entre Paulo Maluf e PT. Tem tudo a ver.