Quinta-feira, Outubro 16, 2008

Morosidade da justiça


A polícia matou o estudante, falou que era bandido, chamou de traficante.A justiça prendeu o pé-rapado, soltou o deputado (..). e absolveu os PMs de vigário! (trecho de uma música de Gabriel, O pensador) “Sei que errei, mas já paguei por meus erros. Não é justo que continue aqui. Quero poder ver minha mulher e filhos. Sei que Deus vai me ajudar. Quero voltar a fazer meu papel de pai, brincar com meus filhos, vê-los crescer e voltar a sustentá-los. Ajudá-los no que for necessário. Quero poder voltar para a sociedade e mostrar que realmente mudei”. Esta declaração partiu do detento Eduardo Gonçalves Lacerda, que há um ano aguarda ansiosamente sua liberdade, mas esbarra na morosidade da justiça amapaense, que hoje está literalmente atolada em processos.Eduardo foi preso por roubo e possui uma sentença de 14 anos em regime semi-aberto. Já cumpriu 11 anos, um sexto dos quais fora condenado, o que lhe garantiria a liberdade, mas continua encar cerado no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), e ainda vive sem uma previsão de quando poderá deixar as frias celas do presídio para tentar reingressar à sociedade. “Quero mudar e conseguirei. Vou me dedicar à família e passar uma borracha no meu passado que infelizmente me trouxe pra cá”, comentou.

FONTE: Rezilda Bezarria / Pastoral Carcerária

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